Tecnologias Exponenciais e como elas mudam o jogo nos negócios

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Em um passado recente, ser dono dos meios de produção conferia vantagens competitivas tão abissais que uma pessoa comum sequer poderia imaginar competir com uma grande corporação. Hoje, mais que possível, é cada vez mais frequente vermos novos negócios desbancando gigantes. Uma das explicações para esse novo contexto são as tecnologias exponenciais, aquelas que se desenvolvem ignorando o pensamento linear e fazem valer a Lei de Moore, tais como: inteligência artificial, robótica, biologia sintética, nanomateriais, etc.

Na visão de Salim Ismail, ex-diretor executivo, embaixador da Singularity University e um dos autores do livro Organizações Exponenciais, as tecnologias exponenciais capacitam equipes cada vez menores a fazer o que antes só era possível por meio de governos e grandes corporações.

Peter Diamandis, fundador da Singularity e autor do já clássico Abundância: o futuro é melhor do que você imagina, elaborou o conceito dos 6 D’s das tecnologias exponenciais, um framework que representa as 6 características distintivas desse tipo de tecnologia.

Cada D representa um atributo, são eles:

Digitalização – O primeiro passo é a digitalização de uma tecnologia que até então era predominantemente física.

Dissimulação – Nessa fase inicial, a tecnologia exponencial passa por um período de crescimento dissimulado. O crescimento parece zero, mas o que está ocorrendo é a duplicação de múltiplos pequenos (0,01, 0,02, 0,04, 0,08…) e, por esse motivo, o crescimento parece imperceptível.

Disrupção – A tecnologia alcança o “joelho” da curva exponencial, o crescimento se acelera e se torna perceptível aos olhos da maioria das pessoas e mercados. Quando isso ocorre, bastam, por exemplo, 20 duplicações  para levar a nova tecnologia a um crescimento de 1.000.000 de vezes. É nesse momento que as “regras do jogo” mudam e a cadeia de valor dos negócios tradicionais deixa de fazer sentido.

Desmaterialização – Uma vez que a tecnologia se torna disruptiva, ela se desmaterializa. Em outras palavras, você não a tem nas mãos como um objeto físico. Aparelhos de GPS, máquinas fotográficas, agendas de contatos, blocos de notas, calculadoras científicas…a lista de objetos que se desmaterializaram em forma de apps no seu smartphone é longa.

Desmonetização – Neste ponto, as novas tecnologias desmonetizam os modelos de negócio tradicionais, que resolviam o mesmo problema. A Wikipedia desmonetizou as enciclopédias físicas, como a inesquecível Barsa; o LinkedIn desmonetizou os cadernos de emprego dos jornais; o Airbnb vem desmonetizando as grandes redes de hotéis. Os exemplos são muitos.

Democratização – O estágio final do ciclo é a democratização. Tecnologias antes acessíveis a poucos privilegiados, estão nas mãos de uma parte considerável da humanidade. O Medium democratiza a publicação editorial; o YouTube, a produção de conteúdo audiovisual; os Makerspaces, a manufatura. Se você é músico e tem um notebook com um software como o GarageBand instalado, pode gravar seu álbum com pouquíssimos custos e publicá-lo gratuitamente em serviços como o SoundCloud.

Em resumo, a capacidade de impactar milhões de pessoas nunca esteve ao alcance de tanta gente. Todo mundo, com uma conexão de internet e uma dose de conhecimento sobre como funcionam as tecnologias exponenciais, pode produzir e consumir conteúdos, produtos e serviços de uma forma impossível a qualquer geração anterior.

Isso, meus amigos, é revolucionário.




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