Desde que fui escolhido um dos Top Voices de 2018 pelo LinkedIn, tenho recebido essa pergunta com mais frequência do que antes.

Para falar a verdade, eu não pensava muito sobre o assunto. Gosto de escrever e compartilhar ideias faz tempo.

Deixa eu te contar como comecei com esse negócio de escrever na internet.

Compartilhar ideias em formato de texto por aí sempre foi algo despretensioso. Gostava muito de fazer, mas era uma brincadeira para as horas vagas.

Nunca imaginei que um dia escreveria um livro ou que seria reconhecido pela maior rede social profissional do mundo como alguém que produz conteúdo relevante.

Acima de tudo, eu escrevo porque gosto de escrever.

Nessa semana achei um blog sobre samba que publiquei e ainda está no ar no blogspot (as pessoas ainda usam blogspot?). Meu primeiro post por lá? Fevereiro de 2010. Quase nove anos atrás!

Esse blog, chamado Aquelesamba, depois ganhou um template bonito, domínio e hospedagem próprios e gerou uma comunidade no Facebook com mais de 10 mil pessoas. Tudo orgânico. Algo impensável no Facebook de hoje em dia.

Infelizmente tirei essa versão do ar já faz algum tempo. Manter um site custa dinheiro. Uma pena, pois tinha muito conteúdo legal. Vida que segue. Salve a destruição criativa!

Mais tarde, talvez 2014, criei um blog com meu nome para escrever sobre gestão e outros temas ligados ao meu universo profissional.

Esse blog resultou em contatos profissionais e outras gratas surpresas. Foi a primeira semente do que hoje é o LabFazedores.

Por causa dele, comecei a escrever para o Portal Administradores. Mais uma vez sem pretensão. Até que um dia virei colunista de um dos maiores sites sobre gestão do mundo. Uma baita honra.

Depois disso, esporadicamente, meus textos passaram a aparecer em outros veículos.

No final de 2017, comecei a publicar artigos e compartilhar ideias com regularidade no LinkedIn e, quase um ano depois, fui escolhido pelo próprio LinkedIn como uma das pessoas que mais gerou engajamento e conversas relevantes naquela rede.

Tudo o que faço atualmente (aulas, cursos, palestras, workshops, livros, podcasts e raros vídeos) nasce da escrita. O texto é a forma inicial de todo resto.

Ok, entendi. Mas qual o segredo? Como eu começo a escrever?

Confesso que ainda estou processando tudo que vivi em 2018. Aparentemente eu gosto tanto de escrever que isso foi virando algo cada vez mais importante em minha vida.

Sinto que algumas pessoas esperam ouvir algum segredo, algum hack matador capaz de transformá-las em produtoras de conteúdo instantaneamente.

Outros dizem não saber o que compartilhar. Vivem uma rotina comum, sem grandes acontecimentos. Apenas trabalham, estudam e cuidam dos seus (assim como eu e a maioria de nós).

Em ambos os casos, digo a mesma coisa: comece olhando para si.

Você é a mesma pessoa que era há dois anos? Certamente não.

O que aconteceu nesse período? Quais experiências transformaram você? Quais foram os aprendizados?

Que erros cometeu? O que aprendeu com eles?

Que livros, filmes, séries, músicas ou viagens te marcaram? Por que?

O que você estudou? Valeu a pena? Por que?

Que dificuldades você passou? Como elas te fizeram uma pessoa melhor?

Quais hábitos te fizeram evoluir? Quais você quer mudar? Por que é difícil mudar?

Que assuntos despertam sua paixão em uma conversa entre amigos?

Sobre quais temas as pessoas pedem sua opinião e ajuda?

Todos nós temos histórias.

Todos nós temos histórias, e suas histórias certamente terão valor para outros seres humanos.

Só você saberá compartilhar seus aprendizados, erros e acertos do seu modo. Cada um de nós tem um olhar único sobre as coisas.

Não é preciso querer falar para todo mundo. Na maior parte das vezes, quem tenta falar para todo mundo acaba não falando para ninguém.

É só a internet. A rede não exige que você seja um Eça de Queiroz para compartilhar suas vivências e seu olhar sobre as coisas. Apenas comece.

Compartilhe ideias que podem agregar valor aos outros. Fale sobre assuntos que você quer conversar e conhecer outros olhares. Não corra atrás de likes e comentários vazios. O aprendizado mútuo gerado pelas conversas genuínas é muito mais legal do que as métricas de vaidade.

Vai fazendo e você encontrará o seu jeito, a sua voz. Acredite, suas ideias, aprendizados e experiências serão úteis para alguém.

O melhor de tudo? Todos nós gostamos de conhecer boas histórias.

Você só encontrará sua voz se começar a usá-la.

É preciso começar.

 

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Conheça meu livro

 

A descoberta dessa paixão pela escrita resultou no meu primeiro livro.

Trabalhe melhor é um livro para quem quer ser um profissional relevante e compreender as transformações do mundo do trabalho.

livro é fruto de mais de dez anos de vida corporativa e também do meu processo de reinvenção profissional em busca de criar um negócio que opere em sintonia com meus valores pessoais e com o contexto do século 21.

Te convido a conhecer. Quem já leu, gostou.