Há alguns anos, quase toda informação gerencial era um vislumbre do passado de uma organização. Um relatório diário de vendas era um compilado do que foi vendido no dia anterior. A apresentação dos resultados trimestrais era o principal instrumento de verificação dos indicadores financeiros e estratégicos.

Daí veio a tecnologia e ampliou as possibilidades.

A evolução das tecnologias da informação e comunicação (TICs) passou a permitir o monitoramento em tempo real das principais métricas de uma empresa, bem como a apresentação dessas informações de forma visual e intuitiva por meio de painéis acessíveis a todos: os dashboards.

Considerando o volume de informações e a volatilidade dos mercados, tomar uma decisão com base em um relatório tradicional é assumir o risco de decidir a partir de um cenário que provavelmente já mudou. Acompanhar indicadores-chave, ao vivo, em um painel customizável, parece ser uma ideia melhor.

Dashboards devem responder as perguntas fundamentais e apresentar as respostas da forma mais clara possível.

Uma empresa de aviação utiliza dashboards para controlar a eficiência de uso de combustível das aeronaves em pleno voo. Em todas as  suas rotas simultaneamente.

Empresas de mídia, como HBO e Netflix montam “salas de guerra” para acompanhar, segundo a segundo, o comportamento do público e a repercussão do lançamento da nova temporada de um seriado de sucesso.

Um e-commerce pode instalar mapas de calor e acompanhar, em tempo real, quais as áreas do site estão despertando mais atenção e gerando mais cliques dos clientes.

Você pode estar pensando que investir em soluções como as que citei é muito caro, e que o uso de dashboards deve ser privilégio de grandes organizações.

Não, não custa caro. O custo de desenvolvimento ou contratação dessas ferramentas é cada vez mais baixo. O Google Analytics, só para citar um exemplo, é um dashboard de gerenciamento de tráfego na internet, cheio de recursos e customizações, disponibilizado gratuitamente.

Um contraponto necessário: a tentação de acompanhar métricas de vaidade ou indicadores secundários é grande. Empresas cometem esse erro com frequência. De modo geral, precisamos de alguns poucos e bons indicadores que reflitam a essência da estratégia de uma organização. É melhor focar neles.

Pense no painel de um carro. Como ele seria se mostrasse cada processo mecânico e eletrônico que está sendo realizado quando o veículo está em movimento? Provavelmente ficaríamos confusos com a quantidade de informação. O que normalmente acontece é que o painel mostra cinco ou seis indicadores essenciais para que um motorista guie seu veículo em segurança: velocidade, giros e temperatura do motor, quilômetros percorridos, luzes de alerta dos faróis ou para avisar sobre problemas e pronto. Nada mais. Carros modernos possuem computadores de bordo em outra tela, mas os indicadores principais seguem simples e em primeiro plano.

Existem várias metodologias para priorizar indicadores estratégicos: desde o bom e velho balanced scorecard até os OKRs.

Mas isso é papo para outro artigo.

 

 

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