Sobre inovação, tendências e culturas organizacionais (ou uma forma de dizer oi)

Tempo de leitura: 5 minutos

O mundo está mudando em uma velocidade espantosa!

A capacidade de processamento dos computadores dobra a cada período de 18 a 24 meses. Quem disse isso foi Gordon Moore, mas não foi hoje e sim em 1965. Sua previsão, baseada no raciocínio exponencial de que a tecnologia atualizada é a responsável por construir a próxima tecnologia, foi tão certeira, até o momento, que ficou conhecida como Lei de Moore. Ok, mas quem é Gordon Moore? Moore é um dos fundadores da Intel e um dos protagonistas da revolução da informática. Caso o “até o momento” tenha passado despercebido, é bom atentar para ele. Há indícios de que a coisa pode ser levada para outro patamar. A própria Intel vem pesquisando novos materiais, pois acredita que estamos chegando no limite do silício (matéria prima dos processadores atuais) e, paralelamente, a computação quântica está evoluindo.

Ao redor do mundo, legiões de makers e seus makerspaces colaborativos vêm trazendo para o mundo físico a revolução que já aconteceu no mundo digital. Se você, apenas para citar um único exemplo, não entendeu o que a impressão 3D e a tecnologia de fabricação aditiva fará com a indústria como nós a conhecemos, você ainda não percebeu o tamanho da revolução.

Milhões de jovens jamais procurarão um emprego, pois estão focados em desenvolver suas organizações com modelos de negócio escaláveis e lucrativos. É essa a definição de Steve Blank para uma startup. Outros tantos já perceberam o potencial revolucionário do blockchain e estão empreendendo suas iniciativas de lógica distribuída a partir desse tipo de protocolo de confiança.

Elon Musk, o visionário empreendedor por trás de iniciativas como a Space X, Tesla e Solar City atualiza as definições sobre pensamento global, toda vez que declara coisas como:

Gostaria de morrer achando que a humanidade tem um futuro brilhante. (…) Se pudermos resolver o problema da energia renovável e conseguirmos nos tornar uma espécie multiplanetária, uma civilização autossustentável vivendo em outro planeta (…) seria muito bom.

Pesquise sobre ele e saberá que ele está falando sério.

E eu nem falei sobre bio e nanotecnologia, inteligência artificial, etc, etc, etc. A lógica exponencial se aliou ao do it yourself de um jeito jamais visto e isso subverte as regras do jogo.

Tá bom, legal! E eu com isso?

Você tem tudo a ver com isso. Se você está no mundo do trabalho ou se preparando para entrar nele – seja como estudante, empregado, autônomo, servidor público ou empreendedor – precisa ao menos tentar entender o que está acontecendo.

Isso não é coisa de gringo. Há um Brasil fazendo sua própria revolução por meio da iniciativa. Bem do seu lado, existem pessoas que acreditam em impactar positivamente sua própria realidade e a realidade daqueles que o cercam. Um Brasil que realiza, que não poupa esforços e tira seus sonhos do papel. Esse Brasil é muito diferente do Brasil do atraso, da corrupção, do mimimi, do Brasil que espera condições ideais para agir, que terceiriza a responsabilidade e que prefere se vitimizar e esperar que terceiros resolvam todos os problemas.

Prefiro o primeiro. É nele que acredito e aposto todas as minhas fichas. Acredito que o governo, a economia e a sociedade são reflexos diretos de nossas ações e do impacto que causamos. Sabe aquele clichê sobre “sermos a mudança que queremos ver no mundo”? Pois é, acredito nele.

Nesse contexto, tenho convicção que atitude + conhecimento é uma combinação poderosa e transformadora.

Este blog nasce com a missão de ajudar na evolução de profissionais e empreendedores por meio da criação, promoção e disseminação de conhecimento relevante. Focarei em temas diretamente relacionados a culturas organizacionais, inovação e tendências.

Empresas são constituídas, geridas e operadas por pessoas. Resultados são alcançados por essas mesmas pessoas. Por isso, entender como pensa quem constrói o presente e o futuro nos faz evoluir profissionalmente (seja lá qual for a sua profissão).

Segundo a Wikipedia (aos acadêmicos fundamentalistas e pseudo-intelectuais: sim, eu cito a Wikipedia, pois ela é um exemplo fantástico de como iniciativa, tecnologia e colaboração podem ser revolucionárias) uma cultura organizacional é a cultura, em seu sentido antropológico, existente em uma organização e composta por práticas, símbolos, hábitos, comportamentos, valores éticos e morais, além de princípios, crenças, cerimônias, políticas internas e externas, sistemas, jargão e clima organizacional. A cultura influencia todos os membros dessa organização como diretrizes e premissas para guiar seus comportamentos e mentalidades.

Cultura pode ser definida como um modelo de suposições básicas que os grupos inventam, descobrem ou desenvolvem com a experiência para enfrentar seus problemas.

Entendeu? A cultura é o código fonte, o alicerce. São essas culturas que moldam nossa realidade atual e futura. Quero contribuir na compreensão de como isso vem acontecendo e inspirar ações positivas na minha, na sua, na nossa vida profissional.

Nada por aqui está pronto e jamais estará (o mundo está e continuará em versão beta e eu também), quero evoluir em todos os aspectos dia após dia e não há nada como “colocar a mão na massa” para fazer essa evolução acontecer. Desejo de verdade que este espaço sirva para conversas, reflexões e construções coletivas. Que ele se desdobre em ações que sequer posso imaginar enquanto escrevo este texto inaugural.

Feliz tempos novos!

PS – Lembre-se: a leitura transforma



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