Das coisas simples capazes de formar uma cultura positiva

Tempo de leitura: 2 minutos

Gosto muito quando descubro uma prática simples, daquele tipo que qualquer gestor ou equipe poderia adotar com grandes resultados na formação de uma cultura organizacional positiva.  O exemplo que compartilho hoje vem de uma das empresas que eu mais admiro: o Whole Foods Market, um dos ícones do capitalismo consciente.

A empresa é pioneira na popularização dos alimentos orgânicos e na valorização de sua cadeia de fornecedores, dentre muitas outras coisas consideradas boas práticas hoje em dia. Em seus processos internos, o Whole Foods incorporou um hábito simples na dinâmica das reuniões e que acabou por se transformar em um aspecto importante na criação de um ambiente de trabalho favorável. Todas as reuniões da organização terminam com uma avaliação positiva.

Funciona assim: ao final de cada reunião, é reservado um tempo para que um dos presentes conte alguma experiência bacana vivida ao lado de outro participante do encontro. Vale algum trabalho feito em conjunto, uma orientação ou até mesmo algum traço de personalidade admirado. De modo geral, as avaliações não ficam restritas a apenas um colega de trabalho.

O que se observa é a propagação de um efeito positivo. Os mal-humorados, que inicialmente não estão dispostos a demonstrar apreço por ninguém, mudam seu sentimento após receberem elogios de um dos pares. É característica inerente ao ser humano ficar grato e querer retribuir quando é alvo de ações e sentimentos positivos. O que acaba acontecendo é um efeito dominó de bons sentimentos.

A prática diminui a ocorrência dos comentários depreciativos e boatos maldosos tão comuns em ambientes empresariais. Aos poucos, os profissionais saem da esfera do julgamento para um ambiente de parceria e de valorização mútua.

Expressar esse tipo de apreço traz benefícios para todos os envolvidos, inclusive para as pessoas que apenas observam.

Neste ponto vale uma ressalva, o hábito incorporado pelo Whole Foods foi potencializado por estar inserido em uma cultura organizacional que privilegia o respeito e o cuidado com os pares em detrimento do estresse e do medo. De qualquer modo, acredito que hábitos têm o poder de direcionar transformações mais profundas. Pensando bem, que prejuízo existe em tentar coisas desse tipo?

Como diz a sabedoria popular, água mole em pedra dura…




Dica de leitura: a bíblia do capitalismo consciente.

2 Comentários


  1. Esse livro parece ser transgressor, um violador na melhor das acepções. Já ouço falar dele há algum tempo e vou aproveitar seu link pra comprar.
    Valeu!

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    1. Sou suspeito para falar, mas acho que os conceitos do capitalismo consciente são poderosos e totalmente possíveis de serem aplicados. As práticas empresariais que ganham cada vez mais adeptos mundo afora, podem dar origem a modos de vida mais justos e benéficos. Obrigado pelo comentário.

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