Escrever sobre negócios e me aproximar de publicações acadêmicas sobre o tema ao longo dos últimos anos me trazem a clareza de que o rigor científico serve apenas para analisar parte dos aspectos envolvidos no ofício de administrar.

Isso ocorre justamente porque administrar é um ofício, uma atividade, uma resultante de interações humanas e sociais complexas. Muito do que é publicado pelas melhores escolas de negócios como descoberta, conclusão, princípio ou novo paradigma não sobrevive aos rigores do método científico.

Estaria tudo certo se isso ficasse claro nas publicações acadêmicas. Não é o que acontece. Boa parte das conclusões de artigos científicos publicados por grandes escolas de negócios se reveste de clichês acadêmicos para concluir coisas que não param de pé em uma análise mais criteriosa das evidências e métodos utilizados.

Phil Rosenzweig, no excelente livro Derrubando Mitos, já cravava lá em 2007:

“Suspeito que a aridez de tantos escritos sobre negócios origina-se frequentemente de uma vontade de soar como se tivéssemos todas as respostas, e de uma correspondente falta de vontade de reconhecer os limites do que sabemos”.

Gestão é território de muita investigação e poucas certezas.

 

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