Gary Vee e a cultura de suas empresas

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Gary Vaynerchuk é um dos pioneiros entre os gurus das mídias sociais e, até hoje, se mantém no time daqueles que valem à pena ser seguidos.

O cara ficou conhecido ao transformar a loja de vinhos do pai em um negócio milionário por meio de um e-commerce e de um vlog em uma época em que quase ninguém pensava que isso era possível. Alguns anos depois, criou com seu irmão a VaynerMedia, uma agência de Marketing Digital.

Gosto do Gary Vee por vários motivos, dentre eles: o fato dele realmente ser um empresário, seu conteúdo original, sua abordagem objetiva e sem blá blá blá, por fazer o que fala e, principalmente, pelo compromisso visceral com sua audiência. O case da construção de sua marca pessoal é fundamentado nesse pilar e até hoje me impressiono com o tipo de relação extremamente próxima e íntima que ele consegue manter com sua audiência. Vale ressaltar que essa audiência representa milhões de pessoas espalhadas por vários países atualmente. Sério, é surreal o nível em que ele se doa para as pessoas que o seguem (e, obviamente, ganha seus justos milhões com isso).

Me lembrei de um episódio, contado em algum de seus conteúdos, que diz muito sobre construir esse tipo de consistência.

Em um final de ano, Gary descobriu que uma cliente de Nova York não havia recebido o vinho que encomendou e registrou uma reclamação. O Natal estava próximo, certamente o FedEx não entregaria uma segunda remessa e a logística da empresa não havia dado muita importância àquela reclamação. A equipe estava focada na demanda extra do período natalino e nos clientes fixos. Afinal, era só uma senhora idosa que provavelmente não encomendaria muitos vinhos dali para frente.

Quando soube do ocorrido, o empresário entendeu que só havia coisa a ser feita: colocar uma caixa do vinho pedido no carro e dirigir por três horas para fazer a entrega pessoalmente. Adicione a isso o fato de que era inverno e estava nevando.

Ok, você pode até dizer que essa é uma excelente história para utilizar como estratégia de marketing depois. Sim, é mesmo. Eu concordo. E não há nada de mal nisso desde que ela represente um valor genuíno da empresa. Contudo, o ponto a ser destacado aqui é que o empresário conta que aquela atitude foi a responsável por sedimentar a cultura organizacional baseada em criar e manter relações próximas e verdadeiras. Naquele dia, as pessoas entenderam a empresa que ele estava tentando criar.

Ao perceber que o seu papel naquele momento era dar o exemplo da cultura a ser construída, Gary Vaynerchuk criou o pilar fundamental de tudo que viria a construir posteriormente.

 




Esse foi o último livro dele que li. Um apanhado de cases de grandes e pequenas empresas nas mídias sociais.

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