As lições da Luiza

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Luiza Helena Trajano é uma mulher admirável. Sua trajetória à frente do Magazine Luiza é impressionante. A liderança da empreendedora conduziu a empresa do ponto em que era uma pequena rede de lojas no interior de São Paulo até se consolidar como uma das principais redes de varejo do País. Sua personalidade mistura uma adorável simplicidade, um tino comercial muito acima da média e uma inteligência afiada.

Sobre o último item, a empresária já disse em um evento da Endeavor que é comum as pessoas elogiarem sua inteligência. A resposta aos elogios é que ela não é tão inteligente assim, o que ela tem é a “capacidade de somar QIs”. Para ilustrar, contou um episódio ocorrido quando decidiu aumentar o crédito consignado na rede. A primeira providência foi convocar uma reunião com todos os melhores vendedores de crédito durante uma tarde inteira. O resultado foi ter saído do encontro na condição de especialista no tema. A prática regular é: “existe um problema? Quem são os melhores no assunto? Chama eles aqui às 14h”!

Ainda sobre o tema, Luiza cita Peter Drucker para falar sobre a importância de fazer boas perguntas.

A Wikipédia define inteligência coletiva como “um tipo de inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos em suas diversidades”. Ou seja, a capacidade de uma só pessoa, por melhor que ela seja, jamais irá superar as potencialidades de várias pessoas capazes reunidas. Entender e se beneficiar da inteligência coletiva só reforça o fato de Luiza Helena Trajano ser realmente muito inteligente.

Outro ponto relevante que a empresária aborda na mesma palestra diz muito sobre a formação da cultura organizacional do Magazine Luiza: durante mais de 5 anos nenhum funcionário tinha seu cargo escrito no cartão de visita. O objetivo era criar a percepção de que todos na empresa são vendedores e despertar o orgulho dessa condição. A empresária ressaltou também que é preciso ter “cérebro de solução” e que um líder e sua equipe precisam estar totalmente voltados a solucionar problemas.

Por fim, Luiza arremata suas muitas lições de vida afirmando que “o que as pessoas precisam aprender é a capacidade de aprender”. Nada poderia estar mais alinhado ao contexto de negócios do século XXI.

 




Link para a palestra citada no texto.

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