Shunryu Suzuki Roshi, importante mestre da tradição Zen, dizia que “existem milhares de possibilidades na mente do principiante. Já na mente do sabe-tudo, poucas”.

Exercitar a habilidade de olhar para uma situação com mente de principiante, traz ganhos significativos, além de combater um velho mal das organizações que é a síndrome do “sempre foi assim”.

Ainda que seja um problema ou processo conhecido, vale parar e perguntar: e se essa situação estivesse ocorrendo pela primeira vez? Qual é o contexto atual? Existem novos profissionais envolvidos no processo? O orçamento mudou? O que mudou no ambiente externo? O que daria para melhorar ou fazer diferente? Como podemos entregar algo melhor?

Sabe quando você viaja pela primeira vez para um lugar e fica atento a cada novo estímulo? É sobre isso que estou falando. Exercitar essa abordagem de forma habitual, inclusive provocando os demais membros da equipe, expande o campo de investigação e possibilidades.

A prática ajuda a desligar o modo “piloto-automático”.

Mantenha a mente de principiante. Explore as possibilidades.