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Muita gente acha que o marketing de conteúdo surgiu com a internet e com as mídias sociais. Esse é um erro comum de percepção.

O poder de contar uma história, no momento certo, para a pessoa certa, é usado por marcas e comerciantes há muito tempo. 

As mídias e os canais de distribuição vêm evoluindo exponencialmente, mas a atividade de criar e distribuir conteúdo de valor com o objetivo de gerar uma ação lucrativa por parte do cliente é inerente ao comércio.

Duvida de mim? Vou te contar duas ótimas histórias

1 – John Deere

John era um ferreiro que se mudou para o oeste dos Estados Unidos em 1836 em busca de uma vida melhor.

Em suas conversas diárias com os fazendeiros locais, John descobria que o solo da região tornava o trabalho mais lento. A terra pegajosa tornava mais difícil empurrar os arados e gerava a necessidade de limpar constantemente a lama que se acumulava nas ferramentas.

O ferreiro concluiu que se pudesse criar um arado de aço polido, o problema da lama e da sujeira acumulada seria resolvido. Em 1837, John Deere criou o primeiro protótipo do seu arado antiaderente.

Aperfeiçoar seus produtos a partir dos problemas dos clientes (e, depois, ensiná-los a usar) virou seu método e transformou-o em um dos grandes homens de negócio de sua época.

Em 1895, alguns anos após a morte de seu fundador, a empresa John Deere criou, lançou e passou a distribuir algo revolucionário: a revista The Furrow.

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A revista não era um catálogo tradicional para vendas diretas dos produtos da marca, o objetivo da publicação era ensinar os fazendeiros sobre as novas tecnologias e sobre como eles poderiam profissionalizar e desenvolver seus negócios.

Cento e vinte e cinco anos depois, The Furrow continua sendo publicada e a John Deere se tornou uma das maiores fabricantes de equipamentos agrícolas da História.

2 – O Guia Michelin

Se você se interessa por gastronomia ou gosta de comer bem, com certeza já ouviu falar que as estrelas Michelin são o sonho de qualquer restaurante.

Um restaurante premiado com as três estrelas Michelin recebeu a classificação máxima em excelência culinária.

A pergunta que pouca gente faz é: o que uma empresa de pneus fez para estabelecer o padrão de qualidade da alta gastronomia mundial? Sim, a Michelin é aquela fábrica de pneus. O que uma coisa tem a ver com outra?

A resposta? Marketing de conteúdo.

Em 1889, os irmãos Andre e Edouard Michelin fundaram sua empresa de pneus em Clermont-Ferrand, na França.

Existiam cerca de 3000 carros em circulação no país à época.

Alguns anos depois, em 1900, eles tiveram uma ideia: criar um guia com informações úteis para os viajantes. Informações como mapas, sobre como trocar um pneu, onde encher o tanque, além de uma lista de lugares para comer e passar noite.

Ajudar os motoristas a fazer suas viagens, incentivaria a venda de mais carros e, consequentemente, a demanda por pneus Michelin. 

O guia foi um sucesso imediato, pois não existia nada parecido. 

Imagine o valor percebido pelos motoristas, que, pela primeira vez, acessaram esse tipo de conhecimento útil e organizado.

A seção de restaurantes tornou-se cada vez mais importante para os leitores com o tempo. A empresa, então, começou a recrutar “clientes ocultos” para visitar e avaliar os estabelecimentos. Em 1926, o guia começou a fornecer estrelas para os restaurantes que se destacavam. 

A continuidade e a crescente relevância tornaram o Guia Michelin o que ele é hoje.

O que esses exemplos nos ensinam?

Ambos os exemplos aconteceram muito antes de existir internet e ressaltam os aspectos fundamentais do marketing de conteúdo: 

  • Criar um processo estratégico para atrair e criar relacionamento com um público-alvo definido. 
  • Suprir as necessidades de informação desse público e melhorar a vida deles.
  • Transformar esse relacionamento em ações lucrativas por parte dos clientes.

Antes de surfar na próxima ferramenta ou modismo tecnológico, é preciso entender a importância de construir bons fundamentos.