Existem ferramentas de gestão tão simples e populares que, com o passar do tempo, podem ser subvalorizadas. Quando isso acontece, o risco é desconsiderar o valor que a ferramenta pode agregar ao seu trabalho.

Como disse Leonardo Da Vinci: “a simplicidade é o último grau de sofisticação”. O fato de algo não fazer parte do repertório das startups e dos modismos da inovação não significa que deve ser desconsiderado. Um bom exemplo disso, é o ciclo PDCA.

O ciclo PDCA foi idealizado na década de 1930 por um estatístico norte-americano, chamado Walter Shewhart. O método consiste em um diagrama de quatro passos para o controle e a melhoria contínua de processos e foi claramente influenciado pelas etapas do método científico.

Após a década de 1950, a ferramenta foi popularizada por W. Edwards Deming, no contexto da ascensão das abordagens administrativas com foco na qualidade.

O PDCA pode ser definido como um círculo dividido em quatro quadrantes de igual tamanho e importância, que representam cada etapa do processo de melhoria contínua.

Plan (planejar)

No quadrante superior direito, temos a primeira etapa do ciclo: o planejamento. Aqui são definidas as metas e os recursos necessários para atingir o resultado proposto.

Do (desenvolver, executar)

O passo seguinte é colocar a mão na massa e implementar o que foi planejado. É hora de fazer.

Check (conferir, verificar)

É hora de aprender com o que foi realizado. Estudar os resultados e verificar se o que foi executado está de acordo com os resultados esperados.

Act (agir, aprimorar)

O último passo do ciclo é dedicado às ações de melhoria. Aqui os erros são corrigidos, as mudanças são implementadas e os aprendizados incorporados.

Após passar por todas as fases, o ciclo recomeça.

O maior atributo da ferramenta é sua simplicidade. É bem comum observar gestores e equipes retornarem ao PDCA, após tentativas frustradas de utilização de instrumentos mais complexos.

Outro benefício, é não perder de vista a ideia de ciclo. Enxergar um processo de etapas contínuas que se retroalimentam mitiga o risco de ignorar um dos passos ou de permanecer tempo demais em uma das fases.

Por fim, vale ressaltar que o PDCA também ajuda a criar uma cultura focada na execução.

O recado, portanto, é: não despreze boas ferramentas de gestão só porque elas estão fora do hype.

Clássicos não se tornam clássicos à toa.

 

 

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