O lado b da transformação digital

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Tenho visto a seguinte cena com uma frequência cada vez maior:  um executivo sobe ao palco para alardear seus esforços e conquistas ao liderar sua companhia rumo à transformação digital. Os benefícios de tal postura são óbvios, porém há algo que também me incomoda nesse contexto.

Qual o problema com a tão propagada TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Em primeiro lugar, o termo tende a carregar o significado implícito que, em algum momento, o negócio perdeu o bonde da evolução tecnológica e dos mercados. Se não evoluiu naturalmente, é preciso transformar para correr atrás do prejuízo.

Outro ponto crítico está nas razões para a transformação digital. Quando a principal motivação para a empresa promover sua transformação digital é evitar que uma catástrofe aconteça, e não explorar de verdade todas as potencialidades de um novo paradigma, há um problema.O que deveria ser uma transformação vira aquela coisa meia-boca, apegada ao status quo. Aquela coisa do executivo old school, que se pudesse diria: “vai transformando aí, desde que a gente possa continuar fazendo o que sempre fez, mais ou menos do jeito que sempre foi”. Creio que não preciso discorrer sobre as consequências dessa postura.

Não estou generalizando, nem tentando bancar o dono da verdade. É só um convite para refletir. Aquele tipo de reflexão sincera que a gente faz quando está sozinho e ninguém pode ler nossos pensamentos.